Skyler Prosser 7. 2. 2026 0

Foto: de fontes abertas

Por vezes, as melhores ferramentas parentais não requerem cursos especializados ou técnicas sofisticadas

É fácil perdermo-nos no mundo das dicas para pais; algumas exigem o impossível, como lancheiras ao nível do Pinterest, enquanto outras soam tão genéricas que não funcionam na vida real. Mas, por vezes, as ideias realmente úteis surgem de forma inesperada e nos sítios mais estranhos possíveis.

Os pais de hoje estão cada vez mais a pensar não só nas notas ou nos clubes, mas também em como educar uma criança para ser confiante, atenta e independente. Lemos livros sobre inteligência emocional, ouvimos podcasts sobre como ser pais sem gritar e guardamos dezenas de dicas “para mais tarde”. Mas as verdadeiras competências para a vida não se formam em circunstâncias ideais, mas sim em situações simples e quotidianas.

É por isso que o vídeo do empresário e treinador familiar Scott Donnell tem atraído tanta atenção. Nele, ele partilha uma tradição familiar que parece estranha à primeira vista, mas que se revela surpreendentemente eficaz na prática.

Regra da restauração

É muito simples: quando a família vai a um restaurante, a criança pede pratos para toda a mesa. Sim, não apenas o menu dos filhos, mas tudo: bebidas, pratos principais, pedidos de cada membro da família. Parece um pouco caótico, não é, mas é possível. É aqui que reside o valor do método. Para fazer face a uma tal tarefa, a criança precisa de:

  • ouvir atentamente toda a gente;
  • lembrem-se da ordem;
  • formulá-la de forma clara e lógica;
  • olhar o empregado de mesa nos olhos;
  • falar com confiança e educação;
  • não ficar confuso se alguém fizer uma pergunta.

Na verdade, está a treinar as funções executivas do cérebro – as capacidades responsáveis pelo autocontrolo, planeamento, memória, atenção e comunicação.

Como funciona em termos de psicologia

As funções executivas formam-se ativamente entre os 5 e os 8 anos de idade. É por isso que Donnell aconselha a começar a praticar por volta dos 5 ou 6 anos, quando a criança já consegue realizar várias tarefas na sua cabeça, mas ainda precisa de um espaço seguro para cometer erros. Um restaurante é o ambiente perfeito:

  1. A situação é real, mas sem consequências graves;
  2. Os adultos estão lá para o apoiar;
  3. a criança sente-se responsável e confiante ao mesmo tempo.

Bónus em que os pais não pensam imediatamente

Para além do desenvolvimento da memória e da fala, esta abordagem:

  • ensina a educação não “em palavras”, mas na prática;
  • ajuda a ultrapassar o medo de comunicar com adultos desconhecidos;
  • cria um sentimento de importância: “Confiam em mim”.
  • desenvolve competências de liderança sem pressão.

E a melhor parte é que a criança vê isso como um jogo, não apenas mais uma lição educacional.

Por vezes, as melhores ferramentas parentais não requerem cursos especiais ou técnicas complexas. Basta mudar um pouco o cenário habitual e o jantar num restaurante transforma-se numa lição de independência, confiança e idade adulta.

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