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Para os pais, é simultaneamente um motivo de orgulho e de ansiedade interior: como ajudar e não interferir, como apoiar
Primeiro horário de trabalho, primeira folha de pagamento, primeira experiência de responsabilidade – o trabalho a tempo parcial dos adolescentes torna-se muitas vezes não apenas um emprego sazonal, mas um verdadeiro passo para a vida adulta.
Para os pais, é simultaneamente um motivo de orgulho e de ansiedade interior: como ajudar e não interferir, como apoiar mas não controlar cada passo? A publicação SheKnows aconselha a mudar o papel e tornar-se não um gestor, mas um apoio fiável.
Um primeiro emprego em part-time ensina muito mais do que apenas servir os clientes ou apanhar caixas. São lições de literacia financeira, auto-disciplina, comunicação e responsabilidade. Os adolescentes que trabalham a tempo parcial tornam-se frequentemente mais organizados e confiantes, especialmente se lhes for permitido agir de forma independente em vez de serem constantemente supervisionados.
Envolvimento, não controlo
A autonomia é fundamental para o desenvolvimento de um adolescente. Em vez de instruções e precauções, inicie a conversa com perguntas. O que é que eles estão exatamente interessados em fazer, quais são as suas preocupações e que tipo de apoio esperam de si. Esta abordagem transforma o diálogo numa parceria. Não é um chefe – é um aliado.
Gráfico
Peça ao seu filho adolescente para combinar a escola, os trabalhos de casa, os clubes e os turnos de trabalho. Se o horário parecer demasiado exigente, faça perguntas esclarecedoras, como “Quando é que vais descansar?” ou “Como é que isto vai afetar o sono?”. É importante não impor decisões, mas ensinar-lhes a analisar as consequências.
Defender os seus próprios limites
Saber como falar diretamente com a direção molda a confiança na idade adulta. Se o seu filho estiver nervoso antes de falar com um diretor, repita a situação em casa, mas não escreva cartas nem faça telefonemas. Mesmo uma experiência incómoda é uma experiência.
Regulamentação laboral
As restrições em matéria de turnos, pausas e tarefas autorizadas para os menores não são “proibições parentais”, mas sim normas jurídicas. Falem sobre elas em conjunto. Conhecer os seus direitos ajuda-o a sentir-se seguro e com mais coragem para dizer “não” quando algo não lhe parece correto.
Stress
As primeiras semanas de trabalho raramente passam sem confusão, clientes incómodos ou erros. Lembre-se de que isto é normal. Não exija a perfeição; é mais importante ver o progresso. A frase “toda a gente comete erros no início” por vezes cura melhor do que qualquer conselho.
Liberdade financeira
Muitos adolescentes admitem sentir-se inseguros em relação a questões financeiras, mas estão ansiosos por aprender. O trabalho é a plataforma perfeita. Sugira um esquema simples: 30% para poupanças, 50% para despesas, 20% para boas acções ou sonhos. Os erros vão acontecer e não há problema. É assim que se forma a maturidade financeira.
Fronteiras digitais
Chats de trabalho, aplicações de gráficos, mensagens de um gestor fazem parte do local de trabalho moderno. É importante explicar que não é necessário responder instantaneamente. Ensine o seu filho a estabelecer limites, tais como não responder durante as aulas, não responder a mensagens a altas horas da noite e não partilhar informações pessoais desnecessárias.
Exemplo próprio
Os adolescentes observam os adultos com atenção, mesmo quando estes fingem não se importar. A forma como lidamos com o stress, os prazos e os conflitos no trabalho molda a sua visão da vida profissional. A calma e o respeito são as melhores lições.
Elogios ao esforço
Reconhecer o esforço, e não apenas o resultado, contribui para uma autoestima saudável. Elogie a pontualidade, a resistência, as novas competências e os turnos desafiantes. E sim, uma fotografia do primeiro cheque de ordenado, com o consentimento do herói, também faz parte da história da família.
O primeiro emprego a tempo parcial não é apenas um emprego sazonal. É um dos primeiros passos para a vida adulta. A coisa mais valiosa que os pais podem dar neste momento não é instrução, mas confiança. Não se deixa o filho ir embora, vê-se o seu crescimento. E nisto há uma magia especial e muito calorosa da paternidade.